
"INCÊNDIO DE PERCEVEJOS" (Ap 15, 1-4).
Pe. Natalício.
Cassiana Ribeiro da Silva foi Avó da minha Avó. Sim. A mãe de minha mãe era Cassiana Maria de Jesus. A mãe dela era Maria Ribeiro da Silva. Era minha bisavó. Essa era filha de Cassiana Ribeiro. Então essa era minha tataravó. Mas, como meu papai e mamãe eram primos, essa Cassina era tambem avó de meu pai. Sendo assim, era bisavó do lado de meu pai e tataravó do lado da minha mãe. Em que ano terá vivido essa senhora? Não tenho como provar! Lembro-me de ter conhecido a vó de minha mãe. Maria Ribeiro era chamada por nós de Dindinha Ribeira.
Do lado do papai, não conheci a mãe dele. Se chamava Ana Ribeiro da Silva. Faleceu quando papai ainda era bem criança. Nem mesmo ele a conheceu. Meu avô Zezinho ficou viúvo com várias crianças pequenininhas. Vovó Aninha faleceu ao dar a luz a tio Joaquim, o único que está vivo até hoje. Meu vovô teve que casar uma segunda vez para criar as crianças. Sua segunda esposa se chamava Tereza. Dessa eu me lembro. Foi minha madrinha de batismo e, quado o vovô morreu, ela ficou vivendo nas casas dos meus tios. Um ano em cada casa. Também na nossa casa. Era uma senhora gorda e vestia roupas compridas e modestas...
Nossa casa não tinha muito conforto. Era chão batido, fogão à lenha e colchão de palha. Era feito com palha de milho. Tinha que rasgar a pala das espigas que eram colhidas na roça. O milho ia pro moinho, as palhas melhores enchiam os "enchergões" e as palhas piores serviam para alimentar as vacas de leite. Era uma labuta em mutirão. Todas as crianças ajudavam fazendo alguma coisa. Fazendo e aprendendo. Era uma escola viva. Como diz o ditado: "Casa dos pais; escola dos filhos". Foi ali que aprendi muitas coisas preciosas. Muito mais importantes que os cursos acadêmicos. São Valores que levo comigo para a eternidade...
Vivendo naquela pobreza, sofríamos com as pragas. Formigas na horta; mosquito por todo lado; "bicho de pé" nos calcanhares, debaicho das unhas e entre os dedos dos pés que estavam sempre descalços. Nas camas, entre as palhas dos colchões, pulgas, percevejos e alguns barbeiros nos buracos das paredes. Esses últimos, provocaram a doença de chagas que colaborou na morte do meu pai em 2007. Quanto sofrimento! No tempo em que a Dindinha Tereza estava morando conosco aconteceu algo que nunca me esqueço: O colchão dela tinha tanto percevejo que foi preciso queimá-lo. Foi um incêndio de percevejo...
Hoje, quando leio o Livro do Apocalipse onde fala de mar de fogo e a vitória dos cristãos lombro-me desse fato. Vejamos o texto: "Vi também como que um mar de vidro misturado com fogo. Sobre este mar estavam, de pé, todos aqueles que saíram vitoriosos do confronto com a besta, com a imagem dela e com o número do nome da besta" (Ap 15, 1-4). Essa cena pareceia o incêndio dos percevejos. Nós ficávamos ali ao lado observando, vitoriosos, a morte daqueles insetos terríveis. É a vitória do bem sobre o mal. Nós que acreditamos em Jesus e praticamos seu Evangelho seremos vitoriosos. Creio nisso! Prego isso! Trabalho pra isso! e que ASSIM SEJA...
ORAÇÃO:
Ó Deus, Pai de Poder!
Pelo Vosso Poder Infinito:
- Não permitas que os cristãos sejam derrotados pela besta do Apocalipse!
- Dai-nos perseverança na luta com os inimigos espirituais!
- Fornecei-nos armas necessárias e eficazes para esse combate!
- Fazei-nos vecedores nos combates para cantar em Vosso Louvor!
- Aceitai nossos louvores pela vitória de Vosso Filho Jesus Cristo...
AMÉM.
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